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Estimados amigos,
Gostariame sumarme á homenaxe nacional a Novoneyra con este sinxelo poema. Non sei se ten a calidade necesaria para publicalo, pero de todolos xeitos quero deixar constancia da miña admiracion, estima e respeto pola sua figura persoal e tamen pola sua dimensión poética.
Saudos e gracias polo voso traballo.

NA PREAMAR DAS AUSENCIAS
QUEDOU O TEU CORPO VARADO,
NA PREAMAR DO SILENCIO
PERDEUSE O BERRO DO AMADO.

¿QUE FIXEMOS DA LINGUA
QUE NOS FOI ENTREGADA?
¿QUEN CONFUNDIU CUN DEBER
O PRACER DE FALALA?

CHEGARÁ UNA XERACIÓN
QUE NOS NON COÑECEREMOS
E ANOXADA DIRÁ
QUE DEREITO TIVEMOS,
DESPOIS DE TANTOS SECULOS
DE CAMIÑO ENSANGUENTADO,
A ESTRAGAR O TESOURO
QUE NOS FOI CONFIADO
E QUE A ELES
¡NON A NOS¡
IA DESTINADO.
Jaime Mariño Chao


En agosto de 1999 formouse na Costa da Morte unha comisión encaminhada a solicitar, perante a Real Academia Galega, a concesión de un Día das Letras Galegas ao escritor baiés Enrique Labarta Pose (1863-1925).
Dende hai uns días está disponhible unha páxina web para máis detalles: http://www.webaio.com/labarta.htm.
Sen outro particular, reciba un atento saúdo. Jorge Mira Pérez. Voceiro e Coordinador da Comisión "Enrique Labarta Pose para o Día das Letras Galegas"



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imaxin

O QUE OPINAN



SOBRE O "DEBATE NORMATIVO"


Na secção Literatura da revista electrónica Ómnibus o escritor Suso de Toro escreve, a respeito do chamado --de forma abertamente redutivista-- "debate normativo":

"Tampouco terá sentido transformar unha discusión gramatical nunha lideira ideolóxica. É un asunto importante a discutir, non o único, para buscar a solución máis pragmática e útil ao presente e o futuro da lingua."

O debate ortográfico (nem centralmente gramatical) não precisa ser "transformado" numa "lideira ideológica" pois já o é, nos dous sentidos possíveis (?) de "lide" e de "linde" (?) (a verdade é que "lideira" não aparece em nenhum dicionário que consultámos, embora isto não seja importante). O "pragmático" e o "útil" para o "futuro" ou o "presente" da "lingua" são todas questões (e noções) inerentemente ideológicas: são questões de ideologia política e de ideologia linguística. Negá-lo é um absurdo ou uma táctica discursiva demasiado evidente.

As ideologias linguísticas que concebem o galego respectivamente como "lingua galega" ou como "parte da língua (galego-)portuguesa" são, como se tem assinalado em diversas ocasiões, irreconciliáveis, em toda lógica, e não há razão qualquer por que se deveriam reconciliar no campo discursivo. Cousa bem diferente é que razões "pragmáticas" de diverso tipo possam levar uns defensores e outros a praticarem o compromisso num hipotético acordo ortográfico que interesse ora determinados espaços públicos (administração, ensino...), ora a totalidade do espaço social. Mas essas práticas (de compromisso ou, por contra, de profunda diferença) também são e serão inerentemente ideológicas (e políticas).

Seria longo debater o interesse que certos grupos e pessoas têm em apresentar assuntos desta natureza como não-ideológicos. Ou estes grupos e pessoas manifestam visões extremamente restritas e ontológica e socialmente negativas do que é a ideologia, ou procuram contribuir para manter invisível o que já o poder institucional quer manter invisível. O debate, agora e antes, nunca foi sobre o "lh" e o "nh", mas sobre a Língua e as línguas como instrumentos de poder social, de geração e gestão de capitais, de controlo e gestão identitários. Nós perguntamo-nos, por exemplo, quantos linguistas e intelectuais que se não posicionam como "galeguistas" (mas também não como "espanholistas") seriam chamados a essa hipotética mesa de debate a jantarem sopa de letras.

Enquanto os poderes político e académico sejam o que são e como são, não há "acordo" possível neste jogo: eles são que definem como, quando e para que se movem as peças, e definem ainda a própria forma do tabuleiro. No entanto, o melhor é exercer a liberdade linguística que seja possível, mesmo se isto continua a nos situar fora dos âmbitos legítimos da cultura e da política. Nós, pessoalmente, continuaremos a escrever o galego com a ortografia portuguesa: não por "fanatismo", como argumentam alguns (Jorge Martins em A Nosa Terra, 25-11-1999, pág. 34), mas por um certo tipo de coerência. Coerência decerto diferente à de aqueles que, num exercício ideológico que só pode ser próprio de um académico (ou de um político profissional), dizem preferir para o galego a grafia do inglês antes do que a do português (Xesús Alonso Montero em La Voz de Galicia, 6-12-1999, pág. 84).

Subscrevem este escrito:
Alfredo Ferreiro Salgueiro (Licenciado em Filologia Hispânica e desempregado)
António Gil Hernández (da Associação de Amizade Galiza-Portugal)
Celestino Freire Casalderrei (Licenciado em Química e comercial)
Celso Álvarez Cáccamo (professor)
Fernando Vázquez Corredoira (Licenciado em Filologia Galego-Portuguesa e desempregado)
Júlio Béxar (Administrativo e escritor)
Kiko Castro (Licenciado em Filologia Galego-Portuguesa e professor)
Luís Maçãs López (Licenciado em Filologia Hispânica e comercial)
Luzia Domínguez Seco (Licenciada em Filologia Hispânica e desempregada)
Mário Herrero Valeiro (Licenciado em Filologia Hispânica e desempregado)
Salvador Mourelo (Licenciado em Biologia e comercial)
Táti Mancebo (Licenciada em Filologia Germânica e tradutora)
Teresa Suárez Pérez (médica)

13 de Dezembro, 1999
Este escrito está aberto a qualquer pessoa ou colectivo que desejar aderi-lo.


O "ENCONTRO TRANSATLÁNTICO"


Principio polos parabens, para seguidamente apontar unha pequena queixa.
Estando como estou no exílio, vin algunha referéncia ao dito encontro trasatlántico e andava eu un tanto intrigado polo asunto. Asi que cando vin o artigo de Suso de Toro dixen: esta é a miña. E home, algo máis sei do caso. Pero o de citar unha restra de nomes, dicindo que opinaron mais sen engadir as opinións resulta, para os que andamos lonxe da terra e interesados no asunto, un chisco frustrante.
En todo caso, mais vale algo que nada.
Unha aperta. Ramón Flores.


REINTEGRACIONISMO


Hoje tem-se que ter umha leitura mais ajeitada nom só ao presente senom ao futuro. Se a raia afastou as duas bandas da velha Gallecia, e os Principes tiverom como constante o manter-nos de costas durante séculos pois era um dos garantes da sua existença; por isso construirom balados e muras nom somentes coas linguas senom que fabricando mitos que servemsem de urdime para manter o seu poder; e agora a mesmas razóns políticas e económicas leva-nos a nos vencelhar. Logo, qual é o problema?. Um povo e um cidadam livre é o producto da sua propia construçom e nom o que nos dictem os Senhores; só os servos e os subditos som producto dos amos e nós se queremos ser livres como povo, cultura, e como individuo, nom podemos açeitar ao dictados que venham dados por ningum sátrapà, senom facer-nos a nós mesmos, cos nossos acertos e com nossos erros. A meu entender durante um tempo tinha-se que ter as duas normativas para ir reintegrando-nos ao tronco lingüistico comum. E o caso galego nom é especial, em Noruega cada 10 (dez) anos mudam a ortografía para ajudar a converjer a fala do norde coa do sur -moi penetrada polo danés-, e nimguem aló bota-se cinza nem se faia o "haraquiri".
Saudinha e canta o merlo.
Fiz Buguina


GALEGO E PORTUGUES


Eu nom som filologo, nem tenho estudado a questom com profundidade abondo pra discernir se Galego e Portugues som umha mesma lingua ou nom. Nem sequer sei de certo se e riguroso desde o ponto de vista filologico o prantejar-mos o debate nesses termos. Polo momento deixo esse tema pra os filologos. Do que nom me cabe a menor duvida e de que o Galego tem umha fonda identidade propria, tanto que consideremos que e umha variante mais do sistema linguistico que se conheze internacionalmente sob o nome de Portugues, como que nom. Essa identidade esta claramente amiazada, por que? Por razons sociopoliticas historicas de sobra conhezidas que tenhem que ver co caracter colonial da Galiza verbo do Estado Espanhol (e desde ele no mundo). Razons que persistem no presente e que estam a ter como consequencia a ruina do nosso idioma -e nom soio- por umha dobre via:
1) A perda neta de falantes, que e claramente o principal problema.
2) A assimilazom do Galego no Castelam, convertendo ao primeiro num hibrido, num crioulo, do segundo.
Este proceso da-se, como e natural e evidente, a todos os niveis: lexico, fonetico e, o que e mais grave, a nivel da estructura gramatical.
Neste contexto, na minha lega e humilde opiniom, e suicida seguir a tomar como referencia o Castelam a hora de fixar a normativa estandar da lingua. Ja sabemos que e o mais doado, madia leva, seguir as directrices do poder sempre e o mais doado, mais recapacitemos: sabemos moi bem a estas alturas que se trata dum poder fondamente anti-galego. Eu tenho claro que esa opzom tem contribuido decisivamente a acelerar a inercia assimiladora -e esta demonstrado que nom tem invertido a progressom a baixa do numero de falantes. Pra nos oponhermos a essa inercia compre, penso eu, entre outras cousas umha decidida aczom restauradora -sim, mesmo que soe ridiculo: hai que reconstruir. Claro que nom vai ser doado, no entanto nom mudem, se e que tenhem de mudar, os condizonantes socio-politicos aos que faziamos referencia denantes. Mais se quadra o povo galego nom e tam parvinho como pensavamos, se quadra mesmo podemos aprender, desalienar-nos. E poderemos? Nom lhe-lo sei, pero como nom o tentemos levamo-la clara. Ha que recuperar o perdido, que nom o esta tanto, que inda ficam um velhinho aco e umha senhorinha acola pra nos instriur. E mais temos umha tradizom literaria macanuda.E temos ..., que mais temos? Temos umha comunidade de falantes espalhada polo mundo tudo que conserva moito do que nos perdemos, incluida a ortografia, e que evolue sem a interferencia digloxica do Castelam. E sera isso possivel? E mais sera. Som-lhes os azares do nojento imperialismo que desta volta poderiamos aproveitar ao nosso favor. E por acaso falam eles a nossa mesma lingua? Nom lhe-lo sei. Os expertos (se um dia se dam safado da mordaza do poder politico) diram ... Se e que sim, pois daquela havera que empezar a lhe chamar Galego no canto de Portugues, por aquilo do rigor historico. Se e que nom, nom importa. O importante e que nos convem toma-la como referencia. Porque e o natural, e o racional, o anomalo seria seguir de costas viradas. E nom vou enumerar os beneficios (culturais, economicos ,...) que pra a nos -e pra eles- suporia re-permeabilizar as nossas respectivas membranas linguisticas. Quanta riqueza nos/lhes aguarda! De certo que outr@s fara-no milhor.
E, finalmente, de avanzar-mos existosamente em semelhante processo (quanta reticencia por vencer ainda!), nom remataria o idioma Galego por se disolver no Portugues? Nom penso tal. Porque carecendo o Sr. Portugues das ferramentas de 'convicciom' que o imperialismo castelam leva a empregar na Galiza nos ultimos seculos e inda hoje, como e que se vai imponher? Se o fai por osmose natural, bem vindo seja. Em qualquer caso soio de nos dependeria defender a identidade do Galego face ao Portugues. Insisto, tenhamos confianza em nos mesmos, no Povo Galego.
Reintegrazom. Nom se trata dumha obsessom fanatica ou esnobista por nos diferenciar. E restaurar a razom (etimologica entre outras) frente a aberrazom. A supervivencia da nossa lingua e o que nos jogamos.
Sei que vai haver opinions divergentes pero, por favor, pregaria-lhes que nom me botem em cara o mal que escrevo. Tenho parte da culpa, sei-no, mais o teclado e o sistema 'educativo' tenhem tambem a sua responsabilidade.
Saude e Terra, Xam




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